Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

OVO: A MAIS PERFEITA EMBALAGEM DO MUNDO

Mäyjo, 17.03.15

Ovo: a mais perfeita embalagem do mundo

Pode gostar deles estrelados, escalfados, cozidos, mexidos, ou não gostar de todo – ou opor-se moralmente ao seu consumo. Contudo, um facto que não pode ser negado é que os ovos são uma fantástica embalagem para albergar vida.

Os ovos são um recipiente tão eficiente que as aves, os peixes, répteis e anfíbios desenvolveram a produção de ovos para albergar as suas crias fora dos corpos – o que representa uma série de vantagens evolucionárias (e também algumas desvantagens, já que os mamíferos gostam de comer ovos).

Ao contrário dos ovos resistentes dos répteis e os aglomerados de minúsculos ovos dos anfíbios – que os servem bem nos ambientes aquáticos -, os ovos das aves são muito mais frágeis. São extremamente finos, mas resistentes, e ainda são capazes de trocas de calor e manter os níveis ideais de humidade. Será a forma do ovo ou a composição da casca que os torna tão resistentes?

A resposta é complicada e engenhosa. A forma do ovo é quase um esferóide prolato mas, como muitas coisas na natureza, é ligeiramente assimétrico, como um topo mais pequeno que o fundo. É a forma arqueada no topo e no fundo que torna os ovos particularmente fortes. Tal como os aquedutos romanos, um arco é uma das formas mais difíceis de partir e a casca de um ovo consiste essencialmente em dois arcos ligados. Mas esta forma clássica não é a única que torna os ovos graciosos e fortes. A composição da casca também é importante.

No que concerne aos componentes, as cascas dos ovos são compostas por 95% de carbonato de cálcio disposto em longas cadeias (com fósforo, magnésio, sódio, potássio, ferro e outros minerais), refere o Inhabitat. Mas embora o carbonato de cálcio possa ser uma substância resistente, não se torna eficiente antes de receber uma espécie de cola, a matriz mineral subjacente que dá a estrutura de cálcio.

As cascas de ovos podem ser adicionadas à compostagem, embora o seu processo de decomposição seja lento. Contudo, estas não necessitam de estar completamente degradadas para poderem ir para o solo. As cascas de ovos também podem ser utilizadas para fazer chá, que pode ser utilizado para regar as plantas, já que a água ficará impregnada com os minerais da casca, o que vai enriquecer o solo da planta.

A forma do ovo e a sua resistência poderiam ser bons modelos para embalagens destinadas a guardar conteúdos frágeis, assim como poderiam ser ponto de partida para tornar as embalagens biodegradáveis.

 “The Wanderer’s Eye Photography” / Creative Commons

Alterações climáticas estão a afetar a polinização

Mäyjo, 17.03.15

Alterações climáticas estão a afectar a polinização

Um novo estudo revelou que o aumento das temperaturas está a fazer com que a época de voo das abelhas e a época de florescimento das flores estejam dessincronizadas, o que afecta o processo de polinização e, consequentemente, o processo de produção alimentar mundial.

A investigação recorreu a registos de museus que datam até 1848 para comprovar que a orquídea-aranha e a abelha-mineira, da qual depende para a reprodução, se têm dessincronizado à medida que as temperaturas globais aumentam e a primavera se torna mais quente.

Embora as temperaturas mais quentes tanto possam fazer com que a orquídea floresça mais cedo ou a abelha voe mais cedo na primavera, as abelhas são mais afectadas pelo fenómeno, o que faz com que a sua época de voo seja antes da altura em que as orquídeas florescem.

“Verificámos que as plantas e os seus polinizadores mostram diferentes respostas às alterações climáticas e que o aquecimento vai ampliar a linha de tempo entre o voo das abelhas e o desabrochar das flores”, afirma Karen Robbirt, dos Royal Botanic Gardens e University of East Anglia, ao Guardian. “Se replicado em sistemas menos específicos, isto pode ter repercussões severas para a produção de alimentos”, acrescenta.

De acordo com a investigadora, este estudo é o “primeiro exemplo claro, baseado em dados de longa data, do potencial das alterações climáticas para perturbarem as relações simbióticas entre espécies”.

Três quartos de todas as plantações do mundo dependem da polinização e as abelhas, e outros polinizadores, têm sido afectadas bastante nas últimas décadas por doenças, uso de pesticida e perda de habitat.

Foto: Rawfcast (aka Cholesky) / Creative Commons